Quatro alunos da medicina da Unitau têm bolsas cortadas após fraude


Quatro alunos do curso de medicina da Universidade de Taubaté (Unitau), contemplados com bolsas de estudo do Simube para custeio do curso, perderam o benefício após constatação de fraude. Eles foram comunicados nesta segunda-feira (10) e os nomes dos estudantes substitutos foram publicados no Diário Oficial.

De acordo com a prefeitura, os alunos fraudaram documentos e situações para ganharem o benefício que custeava 80% do valor da mensalidade, de R$ 6,2 mil. Os estudantes também foram denunciados ao Ministério Público.

Segundo a comissão do Sistema Municipal de Bolsas de Estudo (Simube) a apuração começou no início de junho, depois de levantarem uma lista de 23 alunos com possíveis irregularidades no programa. Destes, 14 eram do curso de medicina, único curso em que há a modalidade custeio – em que não há retorno financeiro à administração. Em outras modalidades, os alunos ';pagam'; o benefício com prestação de serviços à universidade, por exemplo.

As denúncias apontavam que os candidatos teriam fraudado documentos e situações para provar critérios como renda familiar e tempo de residência no município – a lei do Simube exige que o aluno tenha tempo mínimo de cinco anos de residência em Taubaté. Em alguns dos casos, vizinhos e familiares teriam endossado as fraudes ao informar o tempo de moradia às assistentes sociais do programa durante visitas às residências.

Três dos alunos de medicina excluídos do programa perderam o auxílio por irregularidades no tempo de moradia. Os estudantes eram de Bagé (RS), Valença (RJ) e Pindamonhangaba. A fraude foi constatada após checagem em documentos escolares. Em um deles, a estudante havia concluído o ensino médio em Bagé, no Rio Grande do Sul.

Outro aluno foi excluído do programa depois da apuração constatar que a renda familiar era maior que a declarada. O aluno, inclusive, era morador de um condomínio de alto padrão.

Os excluídos apresentaram a defesa, que foi analisada, mas a decisão de comissão foi mantida. Além de responder à Justiça, os alunos também vão ficar impedidos de participar do programa pelos próximos cinco anos como sanção administrativa.

 

Valores

 

A modalidade custeio é uma das mais concorridas, porque com ela os alunos podem ter até 80% da mensalidade paga pela administração municipal - correspondente a R$ 4,9 mil. Diferente do financiamento, nesta modalidade, após o final do curso, o aluno não precisa ressarcir o valor investido.

O repasse da prefeitura à Unitau é feito semestralmente. Por isso, o valor de mais de R$ 115 mil para bancar a bolsa não será repassado no caso dos estudantes excluídos do programa. Com isso, a dívida passa a ser deles e terá que ser negociada com a Unitau para fazer a matrícula no próximo semestre.

 

Chamamento

 

A prefeitura fez uma nova chamada para os alunos que estavam na lista de espera. Os quatro novos contemplados estavam na modalidade financiamento e também são do curso de medicina. O grupo fazia parte dos investigados pela comissão, mas as irregularidades forma descartadas.

Com a rotatividade, outros 40 bolsistas de diversos cursos serão chamados até o fim de julho. Os alunos estavam na lista de espera do programa desde o início do ano.

A Universidade de Taubaté não comentou sobre a exclusão dos estudantes do programa.

 

G1 Vale



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